Três dias em Praga!

Em julho de 2019 pegamos três dias para conhecer a capital da Chéquia, uma cidade que estava no nosso roteiro já a bastante tempo. Aproveitamos uma passagem em promoção da nossa sempre citada Flix Bus na ida e voltamos de avião com a Ryan Air (o que completa o nosso bingo de coisas que sempre recomendamos).

Por conta da sua posição estratégica, muita gente encaixa Praga nos seus roteiros quando viaja pela Alemanha, Polônia, Áustria e Hungria por exemplo, então achamos válido compartilhar nossa experiência e principalmente nossas dicas sobre a cidade.

Principais coisas para visitar

Além de ser obviamente uma boa desculpa para sair um pouco de Bologna, a cidade onde moramos, outra coisa que nos levou a praga foi a Quadrienal de Cenografia, que como o nome sugere acontece a cada quatro anos na cidade desde 1967. A próxima deve acontecer em 2023, então se você estiver lendo isso perto dessa data, fique esperto, se informe, e essa é nossa primeira dica.

O Evento incrível e acho que gostei até mais do que imaginava (quem sabe até não fazemos um outro post só sobre ele?). No entanto, é claro que com os outros dois dias que nos restou não deu para ver todos os pontos da cidade, mas acho que o principal a gente viu.

Cidade antiga (castelo de Praga e Catedral)

Gostamos muito de toda a região da cidade antiga, onde fica a Catedral e o Castelo de Praga. Parece realmente que vocês está andando dentro de um cenário de filme medieval e que em qualquer esquina você pode cruzar com um cavaleiro de armadura.

Essa é uma das partes mais importantes da cidades e é também onde ela começou, por volta de 850DC, quando no topo da colina onde hoje tem todo o complexo do castelo, foi construída a residência dos Permislida, família que dominava as terras da região.

O império foi crescendo (e mudando de nomes e domínios, naturalmente), e esse castelo foi a habitação dos reis da Bavaria, e hoje ainda é considerado o maior castelo do mundo. Isso principalmente porque acabou entrando na conta todo o complexo dentro da cidadela murada, que tem cerca de 72,5km² 🤓

Lennon Wall

Parece que tudo nessa parede começou quando alguém decidiu homenagear o John Lennon com um graffiti dele, e algumas de suas frases famosas. Isso em algum ponto da década de 80. Depois aos poucos foi se tornando um lugar conhecido, e também um ponto onde todo mundo queria pixar e/ou fazer seus próprios graffitis (sendo do Lennon ou não). Isso fez com que a parede virasse um lugar em eterna transformação, em uma massa de textos e desenhos que se atropelam.

Muro de Lennon

É legal para entender esse outro lado de Praga, bastante urbano e vivo, e contrastar com a cidade antiga por alí.

Charles Bridge

Esse é um ponto turístico até inevitável. A ponte pareceu para mim realmente um coração da cidade, ligando os dois lados do rio Moldava, com todas as suas torres e esculturas.

Ele leva esse nome porque foi iniciada por Carlos IV, um dos grandes nomes na listinha de imperadores europeus que dominaram quase tudo por algum tempo.

Sem medo de ser turista. Esses “pedalinhos” são um ótimo jeito de ver a cidade por outro angulo.

A cidade de Kafka

Franz Kafka é provavelmente o mais celebre “filho” de Praga, então existem diversas coisas na cidade que remetem direta ou indiretamente a ele.

Começando pelos mais explícitos, temos a Cabeça do Kafka, essa incrível escultura mecânica que fica no centro de Praga desde 2014, (para ser bem exato, nesse endereço aqui: Charvátova, 110 00 Nové Město). A escultura foi criada pelo artista, também tcheco, David Černý e com certeza vale passar para conhecer.

Outro item bastante famoso é o Museu Kafka, que você talvez reconheça pelas esculturas que ficam na porta.

Tenho que admitir que o museu foi bastante decepcionante para mim. Tanto em termos de manutenção, que era bem precária chegando ao ponto de faltar iluminação em algumas partes partes. Quanto no acervo. Eu já fui em alguns museus sobre pessoas, como a casa da Anne Frank em Amsterdam, a casa de Pablo Neruda em Valparaíso (Chile) e a casa de Jorge Amado em Salvador, e talvez por isso, mesmo sabendo que esse museu não era a casa dele, a minha expectativa fosse encontrar mais sobre a pessoa.

Achei alí pouquíssimas coisas originais, e muito facsimile genérico. Sendo bem honesto, eu não recomendaria.

Restaurantes, Bares e Comida

Lokal

Pegamos essa dica pelo Foursquare (só eu ainda uso esse app?) e foi um acerto em cheio. O restaurante estava bastante movimentado e precisamos esperar um pouco para conseguir uma mesa, mas valeu a pena a espera. A comida era muito deliciosa, a cerveja perfeita e o preço melhor ainda: 52Kč o pint de 500ml (uns 2€).

Pork`s

Se você gosta de cerveja e carne de porco, esse lugar é um pequeno paraíso da Gula. Comemos muito bem e o preço era bastante em conta. Recomendação infalível.

Styl&Interier

Como parte daquelas coisas que acontecem de maneira totalmente inesperada na viagem, encontramos este lugar. Tem um jardim interno muito massa, onde fizemos um café da manhã meio tarde. Eu pedi umas torradas com salmão defumado, abacate e ovo poché, e desde então ele já virou uma das minhas paixões. Pelo clima, acredito que deve ser muito massa também no jantar.

Dinheiro

Apesar de ser país integrante da União Européia, a Chéquia não aderiu ao Euro como moeda principal e manteve o uso das Coroas checas, que diferente do Euro é uma moeda fraca, o que quer dizer somente que ela é uma daquelas que você precisa de um número alto até para um cafezinho. Então ainda que seja um pouco estranho pagar 200 “dinheiros” em um almoço, 1€ equivale a aproximadamente 25Kč, o que nos deixou a impressão de que o custo das coisas em geral é consideravelmente mais baixo, com relação a outros países da Europa.

Fique esperto com notas falsas, não troque dinheiro fora das casas de cambio e cuidado também com a cotação! Não tenha vergonha de perguntar! A gente quase se deu mal assim: vimos uma loja da Western Union, e eu não queria ficar perguntando a cotação, já que tinha uma TV gigante na fachada do lugar onde ficava passando as cotações. Olhei lá, fui no balcão e saí pedindo. Acontece que a cotação para trocar Euro por Coroas checas era péssima (se me lembro bem era 1€ para 18Kč, enquanto os outros lugares eram 25Kč em média), mas o anúncio na porta dizia 25Kč também! Como isso é possível?

Um velho truque para atrair turistas distraídos: deixar no anuncio o preço de venda ao invés de compra (que é sempre mais alto). Ou seja, aquele era o preço para trocar Coroas por Euro, e não o contrario.

No final eu vi no meu recibo uma mensagem legal dizendo que qualquer pessoa poderia mudar de ideia sobre o cambio dentro de um limite de algumas horas. Então voltamos lá e desfiz a troca. Menos mal.

Para finalizar

Só de escrever esse post eu já fiquei com vontade de voltar para essa cidade incrível. Acho que isso é tudo que tenho para falar de praga. São poucas e pontuais, mas são boas dicas, vai por mim 🙂

A ponte a noite estava cheia de vagalumes

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